quarta-feira, fevereiro 13, 2008
terça-feira, janeiro 15, 2008
O menino das Meias Vermelhas

Todos os dias, ele ia para o colégio com meias vermelhas.
Era um garoto triste, procurava estudar muito mas na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa. Os outros gozavam com dele, implicavam com as meias vermelhas que ele usava.
Um dia, perguntaram porque o menino das meias vermelhas só usava meias vermelhas.Ele contou com simplicidade:- "No ano passado, quando fiz aniversário,a minha mãe levou-me ao circo. Calçou-me estas meias vermelhas. Eu reclamei, comecei a chorar, disse que todo mundo ia rir-se de mim por causa das meias vermelhas. Mas ela disse que se me perdesse, bastaria olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas saberia que o filho era dela".
Os garotos retrucaram:
Um dia, perguntaram porque o menino das meias vermelhas só usava meias vermelhas.Ele contou com simplicidade:- "No ano passado, quando fiz aniversário,a minha mãe levou-me ao circo. Calçou-me estas meias vermelhas. Eu reclamei, comecei a chorar, disse que todo mundo ia rir-se de mim por causa das meias vermelhas. Mas ela disse que se me perdesse, bastaria olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas saberia que o filho era dela".
Os garotos retrucaram:
- "Você não está num circo! Porque não tira essas meias vermelhas e joga fora?"
Mas o menino das meias vermelhas explicou:
Mas o menino das meias vermelhas explicou:
- "É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi-se embora. Por isso eu continuo a usar estas meias vermelhas. Quando ela passar por mim vai encontrar-me e leva-me com ela".
Mulher

Uma criança perguntou à sua mãe:
- Mãe, por que estás a chorar?
E ela respondeu:
- Porque sou mulher...
- Mas... eu não entendo.
A mãe inclinou-se para ele, abraçou-se e disse:
- Meu amor, jamais irás entender!
Mais tarde o menino perguntou ao pai:
- Pai, porque é que a mãe às vezes chora sem motivo?
- Todas as mulheres choram sem motivo...
Era tudo o que o pai era capaz de responder...
O rapaz cresceu e tornou-se um homem. E, de vez em quando, fazia a si mesmo a pergunta: "por que será que as mulheres choram, sem ter motivo para isso?"Certo dia esse homem ajoelhou-se e perguntou a Deus:
- Senhor, diga-me... por que as mulheres choram com tanta facilidade?
E Deus lhe disse:
- Quando eu criei a mulher, tinha que fazer algo muito especial.Fiz seus ombros suficientemente fortes, capazes de suportar o peso do mundo inteiro... porém suficientemente suaves para confortá-lo.Dei a ela uma imensa força interior para que pudesse suportar as dores da maternidade e também o desprezo que muitas vezes provem de seus próprios filhos!Dei-lhe a fortaleza que lhe permite continuar sempre a cuidar de sua família, sem se queixar, apesar das enfermidades e do cansaço, até mesmo quando outros entregam os pontos!Dei-lhe sensibilidade para amar seus filhos, em qualquer circunstância, mesmo quando esses filhos a tenham magoado muito...Essa sensibilidade permite-lhe afugentar qualquer tristeza, choro ou sentimento da criança, e compartilhar as ansiedades, dúvidas e medos da adolescência!Porém, para que possa suportar tudo isso, meu filho... eu dei-lhe as lágrimas, e são exclusivamente, para usá-las quando precisar. Ao derramá-las, a mulher verte em cada lágrima um pouquinho de amor. Essas gotas de amor desvanecem no ar e salvam a humanidade!
segunda-feira, janeiro 14, 2008

Aquí estou,
pensando em ti com carinho
Sentindo tua falta embalanda nos meus sonhos
Sinto falta dos teus abraços de amor a me proteger
Teu sorriso, tuas mãos, tua pele, teus olhos
Tudo que me fez crescer
Agradeço a vida
Consentida, refletida
No espelho da alma
Amiga e companheira
Agradeço o amor
Tão suave em teu peito
Tão puro e sem medo
Tão querida que foste
Tão dolorosa é a tua falta
Tão dolorosa é a tua falta

Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
[Eugénio de Andrade]
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
[Eugénio de Andrade]
terça-feira, janeiro 08, 2008
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